terça-feira, 3 de maio de 2011

País ainda tem 16 milhões na miséria

Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. A estimativa é do IBGE a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal. 

Anunciada nesta terça-feira, a linha estipula como extremamente pobre as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70. Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais, como o Plano Brasil sem Miséria, que deve ser lançado em breve pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). 
Desde a criação do Plano Real, em 1994, até 2010, a pobreza no Brasil caiu 67,3%. É o que mostra a pesquisa Desigualdade de Renda na Década, produzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada também nesta terça-feira no Rio de Janeiro. 
Nos últimos dez anos, os 50% mais pobres tiveram crescimento de 69% em sua renda e a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%. O estudo mostra que a pobreza diminuiu em 50,6% durante o governo do presidente Lula, de junho de 2003 a dezembro de 2010, e que, de 1994 a 2002, a pobreza caiu 31,9%. Ao longo de 2010, a pobreza foi reduzida em 16%. 
A pesquisa indica, ainda, que os investimentos sociais e o investimento público em educação foram fatores fundamentais para a redução acelerada da pobreza. "O efeito educação é o principal responsável pelo crescimento da renda dos mais pobres em cerca de 40% mais que a dos ricos. A taxa de escolaridade aumentou para esse grupo e isso afetou diretamente na renda", afirmou o coordenador da pesquisa, Marcelo Néri. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário